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O claro clamor aos jovens é para que se realize uma verdadeira revolução – a revolução interior – uma revolução na qual todos participem, que se faça dentro da paz e que mude o próprio indivíduo. (Daisaku Ikeda)

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"A paz mundial não é algo que pode ser realizada apenas por políticos assinando tratados, ou pela ação de líderes empresariais em cooperação econômica. A paz verdadeira e duradoura será realizada somente por meio do estabelecimento de laços de confiança entre as pessoas no nível mais profundo, nas profundezas de suas próprias vidas.” (Daisaku Ikeda)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Divindades Celestiais ou Deuses Budistas

Bom Dia!!!
O que são divindades celestiais ou deuses budistas?
As divindades celestiais, divindades budistas ou divindades benevolentes (shoten zenjin) descritas no Gohonzon, como Brahma e Shakra, [as divindades do Sol e da Lua] atuam em proteção aos praticantes budistas. O budismo explica que suas funções protetoras podem se manifestar por meio das pessoas. Ou seja, de abstratos, esses atributos se tornam concretos.

Com a fé e a recitação do Nam-myoho-renge-kyo, você incorpora a benevolência e a gratidão, características das divindades celestiais, e cria uma rede de solidariedade e compaixão ao redor.

Por exemplo, diante de uma dificuldade, as pessoas que aparecem para oferecer ajuda não surgem por acaso. Especialmente as que têm no coração benevolência e gratidão são consideradas pela ótica do budismo divindades celestiais e divindades benevolentes. Nichiren Daishonin dizia que “As divindades celestiais e as divindades benevolentes assumirão várias formas, como as de homens e de mulheres, e farão oferecimentos para ajudar os praticantes do Sutra do Lótus” (CEND, v. I, p. 35).

Ter proteção não significa que as coisas darão certo ou errado ou se tal fato deverá ou não acontecer. O coração é o que realmente importa. Tudo parte do coração e retorna a ele. Mesmo os fenômenos inexplicáveis saem de dentro de você e o influenciam positivamente de volta. Com a sabedoria da fé, você converte todos os acontecimentos em funções protetoras externas.

O gongyo realizado pela manhã, na verdade, é a reafirmação da sua fé e a ativação da sabedoria. Esse esforço para aumentar a energia vital faz surgir a força mental e o bem-estar no seu cotidiano. Se no fim do dia se sentir vitorioso, com ânimo e coragem, comemore! Afinal, você acionou as funções protetoras do universo.

A proteção está mais perto do que você imagina! O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, explica essa afirmação no contexto da vida diária: “Definitivamente aparecerão pessoas que nos protegerão quando nos depararmos com problemas e dificuldades”.

Pode parecer estranho afirmar que as divindades celestiais são pessoas, mas, segundo o budismo, a vida humana em cada momento abarca todos os fenômenos e se estende ilimitadamente por todo o universo. Por isso, o foco do Budismo de Nichiren Daishonin não está na adoração a deuses ou divindades, e sim na fé de que a vida merece total reverência.

A proteção externa [ações das pessoas, funções da natureza e fenômenos inexplicáveis] é a própria energia vital do ser humano; quanto maior a energia, maior a proteção.

Conforme ensina Nichiren Daishonin, a fé é convertida em coragem para viver de maneira segura e feliz. Mas a fé não deve ser desviada para algo externo porque transformará o indivíduo num ser dependente e sem confiança. É como se vivêssemos aguardando a vida magicamente mudar sozinha. Isto não é budismo!

Do contrário, reconhecer a existência de uma grandiosa força — a vida que transcende o indivíduo e abarca o universo —, faz surgir dentro de si a esperança e a iniciativa de transformar tudo ao redor.

O fator determinante da boa sorte é a fé. Uma pessoa de forte fé é capaz de ativar as funções protetoras a seu favor, que se manifestam como sabedoria e boa sorte. E essa é a forma de viver que realmente importa no budismo. É manifestar o “grande eu” que supera tudo e brilha.

O presidente Ikeda afirma: “Nichiren Daishonin e Shakyamuni foram verdadeiros revolucionários, com uma paixão intensamente ardente. Shakyamuni derrubou a concepção prevalecente de que ‘as pessoas existem em benefícios dos deuses’, ensinando que, ao contrário, ‘os deuses existem em benefícios das pessoas’.

Isso porque, as ‘pessoas comuns’ são as mais nobres e respeitáveis. As pessoas comuns que lutam em prol do kosen-rufu são budas. Esse é o segredo do Buda.

Fonte: BS, ed. 2.298, 7 nov. 2015, p. C2 e C3

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A revolução das flores

O objetivo fundamental do Bu­dismo Nichiren é estabelecer uma sociedade pacífica onde “os seres vivem felizes e tranquilos”.2 Apesar de parecer um objetivo utópico diante do atual cenário que vivemos, o budismo capacita as pessoas a tornarem isso possível, e para tal apresenta o caminho da revolução humana. Vamos entender melhor esse processo de transformação interna que resulta na mudança de toda a sociedade.

Certa ocasião, o presidente Ikeda declarou: “A revolução humana ocorre a partir do momento em que uma pessoa passa a visualizar além de seu mundo restrito, rotineiro e comum, e se esforça para realizar algo mais grandioso, profundo e abrangente”. Ele ressaltou ainda:



O mundo jamais irá melhorar enquanto as pessoas — que são a força propulsora e o ímpeto que estão por trás de todos os empreendimentos — forem egoístas e insensíveis. Nesse sentido, a revolução humana é a mais fundamental de todas as revoluções, e também a mais necessária para toda a humanidade.3



Josei Toda, segundo presidente da Soka Gakkai, foi quem cunhou a expressão “revolução humana” para descrever o processo de reforma interior que leva a uma transformação positiva das circunstâncias e do ambiente. Com esse conceito, ele esclarece o ideal budista de “iluminação” — uma ideia que raramente é apresentada em termos concretos e acessíveis. Para Josei Toda, essa revolução é o único caminho da reforma social.

Ele enfatizou que o meio para avançarmos na erradicação dos males sociais e na realização da paz é cada indivíduo mudar a própria natureza interior. A base fundamental deve ser a transformação que ocorre na vida de cada ser humano e se expande amplamente pela sociedade.4

Segundo o dicionário Aulete, “revolução” é o “ato de realizar ou sofrer grande mudança ou alteração”.5 Ao longo da história da humanidade, existiram diversos tipos de revolução.

Em 1967, Bernie Boston (1933–2008), fotógrafo norte-americano, registrou uma foto que impactou o mundo. Nela, via-se um jovem, com idade em torno de 20 anos, que participava de um protesto em Washington, DC, pelo fim da Guerra do Vietnã, em frente a soldados armados que eram praticamente dessa mesma idade. O jovem colocou flores cuidadosamente na boca do cano dos rifles dos soldados. Essa foto se tornou muito conhecida no mundo todo como Flower Power (“Poder da Flor”, em português). Ver os jovens da foto, da mesma faixa etária, em lados opostos, um em defesa da continuidade da guerra, e outro se posicionando pacificamente pelo fim do conflito, tornou-se um símbolo tão forte que a cena é lembrada até hoje como uma representação da manifestação não violenta em prol da paz.

Podemos dizer que a famosa foto representa a disputa entre a iluminação e a escuridão no coração das pessoas que fazem sua própria revolução humana. Esse é o caminho da vitória da iluminação.

Revolução da Mente

Revolução da mente

Brasil Seikyo, Edição 2484, 21/09/2019, pág. 3 / Novos Membros

O budismo ensina que é por meio da transformação interior das pessoas que o mundo pode ser transformado. Nichiren Daishonin declarou: “Se a mente das pessoas é impura, sua terra é igualmente impura. Mas, se sua mente é pura, assim é sua terra” (CEND, v. I, p. 4). Na Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda [Shin’ichi Yamamoto no romance] relata a história de Tetsuo Unno, um ativista radical no passado que, descontente com o movimento do qual fazia parte, decide abandoná-lo. Foi na Soka Gakkai que ele descobriu um diferente conceito da palavra revolução.



Chave da mudança
Tetsuo Unno sempre ouvia a denominação “revolução humana”  nas atividades da Soka Gakkai, mas não refletira sobre seu significado. Entretanto, quando passou a ler as publicações da organização ficou surpreso com a profundidade dos seus conceitos.

“Com base na experiência que adquiriu participando do movimento estudantil, ele também compreendeu bem que se as pessoas forem egoístas e não tiverem benevolência e compaixão, então, mesmo que consigam ser bem-sucedidas na revolução que propuseram, a sociedade não teria nenhuma melhoria. Isso mostrava para ele a confirmação da importância da revolução humana na atual situação.

O budismo ensina que os três venenos da avareza, ira e estupidez inerentes na vida humana constituem as causas básicas de nossa infelicidade. O estado de buda é a força fundamental do universo que nos permite vencer esses três venenos; é o mais elevado e mais nobre estado de vida.” (NRH, v. 14, p. 71)



Iluminar o coração
“O estado de buda é uma função de suprema benevolência, compaixão e sabedoria e constitui também a fonte de toda a atividade da vida. A manifestação do estado de buda nos capacita a transcender a personalidade que é dominada e motivada pelo sofrimento e pelo desejo, possibilitando-nos estabelecer nossa verdadeira personalidade.

Convocar e estabelecer esse estado em nossa vida — o caminho para atingir o estado de buda nesta existência, ou o caminho para concretizar a felicidade absoluta — é o supremo objetivo da revolução humana.

Qual é o método para alcan-
çar isso?

É por crermos no Gohonzon e por nos dedicarmos à missão de trabalhar pela felicidade da humanidade que conseguimos manifestar o estado de buda que está em nossa própria vida.” (Ibidem)

É isso!
“Tetsuo Unno passou vários dias estudando as publicações da Soka Gakkai, pois parecia que traziam um raio de luz para a escuridão pessoal que estava fazendo com que se sentisse num beco sem saída. Ele pensava, entusiasmado: ‘O conceito de que o estado de buda é universal para todas as pessoas constitui um princípio que promove o respeito pela dignidade da vida e a igualdade de todos os seres humanos, transcendendo diferenças como a etnia e a nacionalidade. Além do mais, a ênfase do budismo na transformação do ser, do nosso estado interior, é muito mais profunda e sofisticada que simplesmente tentar mudar nosso código moral, nos engajarmos no aprimoramento individual ou na reforma de nossa consciência. É isso! A filosofia que eu buscava estava o tempo todo bem aqui!’  Estava tão contente que queria sair gritando. (…)

A partir de então, Unno começou a participar assiduamente nas atividades da Soka Gakkai e, com isso, fez descobertas maravilhosas, compreendendo que este era um grandioso movimento popular sem precedentes.” (Ibidem, p. 73)

Em outras palavras, o movimento da Soka Gakkai conecta a busca individual da felicidade com os ideais da revolução de forma harmoniosa e sem contradições.
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Consistência do Início ao Fim

A Consistência do Início ao Fim é uma relação coerente dos Dez Fatores da Vida em todos os momentos da vida. Quando se entende e age com base nesse princípio, é possível conquistar todos os objetivos.
Explicando

Para entender o princípio da Consistência do Início ao Fim, primeiro vamos explicar os Dez Fatores da Vida. São eles: Aparência, Natureza, Entidade, Poder, Influência, Causa Inerente, Relação, Efeito Latente, Efeito Manifesto e Consistência do Início ao Fim.

Dez Fatores

Diariamente, recitamos os Dez Fatores da Vida durante o Gongyo. O trecho correspondente é: Nyo-ze-so / Nyo-ze-sho / Nyo-ze-tai / Nyo-ze-riki / Nyo-ze-sa / Nyo-ze-in / Nyo-ze-en / Nyo-ze-ka / Nyo-ze-ho / Nyo-ze-hon-ma-ku-kyo-to.

Aparência

É o aspecto externo das coisas. Está à mostra e, por isso, as outras pessoas podem vê-lo.

Natureza

É natural e inerente à pessoa. Porém, não é visível ao exterior. Segundo Tient’ai, é a natureza de Buda existente em todas as pessoas.

Entidade

A soma da natureza e da aparência gera a entidade, ou seja, a essência da vida. Tient’ai interpretou entidade como algo indestrutível na vida de um buda.

Poder

É o poder inerente à vida de cada pessoa. Refere-se às habilidades e aos potenciais ocultos na vida.

Influência

A manifestação, ou a atividade (ação), desse poder é a influência.

Causa Inerente

São causas internas (ocultas) de transformação que cada fenômeno possui.

Relação

São várias condições indiretas que vão ativar as causas inerentes e gerar efeitos.

Efeito Latente

É o efeito direto de qualquer transformação. Somando-se a causa inerente com a relação, surge o efeito latente.

Efeito Manifesto

É a manifestação perceptível da causa e da relação.

Consistência do Início ao Fim

É a coerência e consistência entre os nove primeiros fatores.

O Mestre explica

Sobre os Dez Fatores da Vida, o presidente Ikeda diz: “Sua existência é um fenômeno. Suas feições fisionômicas, postura e assim por diante constituem a aparência do fenômeno que é sua vida. O que existe em seu coração, embora invisível aos olhos, tais como os traços de sua personalidade — tolerância, impaciência, gentileza e discrição — ou os vários aspectos de seu temperamento, constitui sua natureza. Sua totalidade física e espiritual, ou seja, sua aparência e sua natureza, juntas, formam sua entidade, a pessoa que você é. Da mesma maneira, sua vida tem várias energias (poder), elas produzem várias ações externas (influência). Além disso, sua vida passa a ser uma causa (causa interna) que, ativada por condições internas e externas (relação), gera mudanças em si mesma (efeito latente) e, em seu devido momento, esses efeitos latentes se manifestam de forma concreta (efeito manifesto). Esses nove fatores também ligam sua vida e seu ambiente sem nenhuma omissão nem inconsistência (consistência do início ao fim). Este é o verdadeiro aspecto dos Dez Fatores da Vida”.

O que é consistência?

Ao pensar na palavra consistência, logo vem à mente algo que seja firme, lógico e coe­rente.

Um exemplo

Pense numa massa de bolo. Ela é consistente quando seus ingredientes estão misturados. Assim, o bolo fica saboroso. Com o princípio da Consistência do Início ao Fim é a mesma coisa. Porque os Dez Fatores da Vida sempre estão bem “misturados”, ou seja, estão coerentes.

Atitudes perante a vida

Ao se relacionar com as pessoas sob o olhar de mortal comum, o que se leva em conta é sua aparência, bem como suas atitudes. Entretanto, quando se usa a visão e o coração do Buda, o que prevalece é que, independentemente de quem seja ou do que tenha feito, essa pessoa é um buda.

Você é um buda

Na verdade, o fator mais relevante é o último — a Consistência do Início ao Fim. Isso porque, a pessoa, em sua essência, é um buda desde o início. Ao mesmo tempo, a vida começa e termina por meio da Lei Mística.

Vínculo com a Lei Mística

A Consistência do Início ao Fim só existe quando a pessoa vincula (liga) a vida com a Lei Mística. E essa ligação não é apenas no pensamento ou no sentimento, mas principalmente na ação. Ou seja, é agir com base na Lei Mística.

A ação do Bodhisattva Fukyo

Um claro exemplo dessa ação é o Bodhisattva Jamais Desprezar [Fukyo]. Seu comportamento era embasado no mais alto respeito pelas pessoas. Ou melhor, reverenciava a natureza de Buda de todas as pessoas, independentemente de quem fosse ou o que tivesse feito. O presidente Ikeda cita o Bodhisattva Fukyo como modelo de praticante do Budismo a ser seguido pelos membros da SGI.

Outro exemplo

Uma pessoa age de maneira errada. O que você faz? Fala mal? Critica? Ou age para direcionar a vida dessa pessoa para o caminho da felicidade? Ou respeita seu estado de Buda? Sua ação é o que o caracteriza como um buda ou não. Ou seja, é o comportamento diante de uma situação que revela que sua vida tem Consistência do Início ao Fim.

Felicidade das pessoas

Uma vez que pratica o Budismo, o início é a verdadeira causa e o fim é prezar cada pessoa. A verdadeira causa — a Lei do Nam-myoho-rengue-kyo — é a atuação em prol da felicidade das pessoas, é aceitar o Gohonzon e recitar o Daimoku. Prezar cada pessoa é realizar o Chakubuku.

Conclusão

“O fator Consistência do Início ao Fim pode ser visto de um plano mais elevado. Ou seja, em termos da essência real para a qual o Buda tornou-se iluminado, a vida do Buda (início) e a vida dos seres dos nove estados (fim) são indiscutivelmente iguais (consistência) como entidades da Lei Mística. Assim, todos os seres vivos podem tornar-se budas, uma vez que despertarem para a verdadeira realidade de sua vida — isto é, que eles próprios são entidades da Lei Mística.”
clique para ver a imagem no tamanho real.

CONSISTÊNCIA. Os Dez Fatores da Vida são iluminados pelo estado de Buda
TC , 521, 07/01/2012,

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Como fazer nossas orações serem respondidas

https://budismosaudevida.com/12-pontos-sobre-como-fazer-nossas-oracoes-serem-respondidas/

A importância de ter o Gohonzo

https://m.youtube.com/watch?feature=share&v=XPU4KRXHOr8

http://www.seikyopost.com.br/humanismo-ikeda/por-que-o-gohonzon-e-como-um-espelho-que-reflete-a-nossa-vida

Diario da Juventude

Adaptado do Diálogo sobre a Juventude, publicado em japonês em março de 1999.

A primavera se aproxima. As ameixeiras estão floridas, os pessegueiros desabrocharam e logo será a vez das cerejeiras. O poeta do romantismo inglês Shelley disse: “Se o inverno chegou, a primavera não poderá estar distante”.

Por mais longo e rigoroso que seja o inverno, a primavera sempre vem em seguida. Essa é a lei do universo, a lei da vida.

Isso também se aplica a nós. Caso pareça que estamos suportando um inverno interminável na vida, não devemos perder a esperança. A primavera chegará sem falta, contanto que tenhamos esperança. Primavera é a época do desabrochar.

O budismo, como disse muitas vezes, ensina o princípio da “cerejeira, ameixeira, pessegueiro e damasqueiro” (OTT, p. 220). A cerejeira possui sua beleza distinta, a ameixeira sua delicada fragrância. A flor do pessegueiro possui uma cor adorável e o damasqueiro causa admirável encanto. Cada pessoa tem uma missão singular, uma personalidade e maneira de viver únicas. É importante reconhecer essa realidade e respeitá-la, pois essa é a ordem natural das coisas. No mundo das flores, é assim que funciona, e miríades de flores desabrocham harmoniosamente em rica profusão.

Infelizmente, no âmbito humano, as coisas nem sempre acontecem dessa forma. Alguns consideram impossível respeitar os que são diferentes, portanto, os discriminam, intimidam e perseguem, violando seus direitos. Esta é a causa de grande parte do sofrimento e infelicidade do mundo.

Todas as pessoas têm o direito de se desenvolver, de revelar seu pleno potencial como seres humanos, de cumprir sua missão neste mundo. Cada um tem esse direito, assim como qualquer outra pessoa. Esse é o significado de direitos humanos.

Desprezar e violar os direitos humanos das pessoas destroem a ordem natural das coisas. Precisamos nos desenvolver e nos tornar pessoas que prezam e respeitam os direitos humanos.