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O claro clamor aos jovens é para que se realize uma verdadeira revolução – a revolução interior – uma revolução na qual todos participem, que se faça dentro da paz e que mude o próprio indivíduo. (Daisaku Ikeda)

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"A paz mundial não é algo que pode ser realizada apenas por políticos assinando tratados, ou pela ação de líderes empresariais em cooperação econômica. A paz verdadeira e duradoura será realizada somente por meio do estabelecimento de laços de confiança entre as pessoas no nível mais profundo, nas profundezas de suas próprias vidas.” (Daisaku Ikeda)

sábado, 19 de janeiro de 2019

Marcelo Yuka fala de sua Superação através do Budismo

Marcelo Yuka fala de sua superação por meio do Budismo Nitiren

Músico, fundador de O Rappa, faz palestra para jovens e conta como o budismo o ajudou a vencer um dos momentos mais difíceis de sua vida

“Quando conheci o Nam-myoho-rengue-kyo, foi uma nova fase, pois compreendi que podia ser parte do meu próprio remédio. É libertador!”, disse Yuka no dia 22 ao participar de uma reunião local para jovens do Distrito Posto 6, Área Ipanema, da Coordenadoria do Rio de Janeiro. O encontro é parte do movimento dos cem jovens por distrito e teve como principal objetivo plantar a semente da esperança, da coragem e da vitória na vida de cada jovem tendo como base a filosofia humanística do Budismo Nitiren. Com muita descontração e alegria, Yuka se impressionou com a quantidade de jovens que estavam ali para ouvi-lo. “No momento difícil da minha vida foi o Daimoku que me salvou”, disse o músico. Sobre o fato de hoje estar em uma cadeira de rodas ele conta: “Por várias vezes tive vontade de me suicidar. Fiquei seis anos em depressão, mesmo sendo famoso, sofri preconceito”. Porém, num momento crucial de sua vida teve o primeiro contato com a filosofia budista. Sua amiga e médica, Dra. Virginia Corsini, observando seu sofrimento e angústia, ensinou-lhe o Nam-myoho-rengue-kyo. A partir daí, iniciou-se uma nova fase em sua existência. O que mais lhe impressionou foi o fato de as pessoas que nem o conheciam se reunirem para recitar Daimoku pela sua boa saúde e longevidade. “Ao entrar na sala, onde todos oravam, achei muito bacana, até cochilei um pouco. Quando abri os olhos, o local estava lotado. Como aquelas pessoas estavam ali fazendo uma oração por muito tempo para mim, sem ao menos me conhecerem?” — questionou a si próprio. Esse fato tocou seu coração e o fez recitar Daimoku pela primeira vez. “Eu precisava de amor de verdade. Estava pouco me importando se havia explicação lógica ou não, o essencial era o que eu estava sentindo”, relatou emocionado sobre aquele dia que marcou profundamente a sua vida. Ao término da palestra, Yuka agradeceu a todos e disse estar emocionado por saber que poderia acrescentar algo a vida dos jovens que estavam ali. “Foi muito bom para mim! Estou me sentindo iluminado”, afirmou. “Agradeço ao presidente Ikeda pela oportunidade de participar deste movimento tão bonito. Será que existe algo mais importante que servir o outro? Fui salvo por isso! Quando as pessoas foram me visitar, elas nem sabiam quem eu era! Estou muito feliz”, disse ao concluir suas palavras. Ao final, os jovens presentes estavam felizes e incentivados. Eles demonstraram gratidão ao músico cantando um dos seus hits de maior sucesso: Valeu a pena, eh, eh. Valeu, eh, eh! Sou pescador de ilusões.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019


Bom Dia!

Este relato a seguir é de uma grande veterana. Ela já faleceu, mas gostaríamos que pudessem ler na íntegra!

Magdalena Nader Landi - “Mãe do Kossen-rufu”
Terceira Civilização, Edição 510, 20/02/2011, pág. 16 / Entrevista
Ela tem 82 anos e é um exemplo de “força jovem brasileira”. Já concretizou 637 Chakubuku e foi elogiada pessoalmente pelo presidente Ikeda como “mãe do Kossen-rufu”. Conheça Magdalena Nader Landi, conselheira da Comunidade Atlântico Sul, CRJ.

Em primeiro lugar, gostaríamos de satisfazer uma curiosidade. Quantos Chakubuku a senhora tem atual­mente? São 637 Chakubuku. Com meus filhos, noras e netos, somamos 931. Sinto muita gratidão ao Ikeda Sensei e a boa sorte de ter toda a família praticando. Isto é uma felicidade muito grande.

A família Landi tem a meta de concretizar mil Chakubuku, e já estão bem perto disso. Qual é o segredo dessa vitória? [Sorriso afetuoso] Não há segredo. Tudo começa por meio da minha decisão diária. No Gongyo da manhã, a primeira coisa que faço é agradecer ao Gohonzon por mais um dia de vida que posso dedicar ao Kossen-rufu. Sempre oro para ter a oportunidade de encontrar as pessoas e ajudá-las a vencer seus sofrimentos. Para esse objetivo, recito uma hora de Daimoku todos os dias. Nunca perco a oportunidade de manifestar gratidão ao Gohonzon por meio das minhas ações. Qualquer coisa que aconteça no decorrer do meu dia é motivo de alegria e gratidão.

Como surgiu essa decisão em sua vida? Tomei essa decisão logo no início da minha prática. Quando conheci o Budismo de Nitiren Daishonin, eu pesava 110 quilos. Esse excesso de peso ocasionou-me trombose, flebite e gangrena em minha perna direita, a princípio. O médico já havia pedido autorização da minha família para amputá-la. Lembro-me de que eu sentia muito medo e chorava diante da possiblidade de não ver meus filhos crescerem. Não queria morrer. Por isso, fazia muito Daimoku e não faltava a nenhuma reunião. O que para mim era muito difícil, pois, ao andar, sentia uma dor terrível. Além disso, eu não gostava de sair de casa porque tinha vergonha. Sentia-me pesada e era complexada. Quando se tem um problema destes, as pessoas te olham de maneira diferente. Em meio a tudo isso, fiz meu juramento: eu iria sarar, andar com as próprias pernas e minha vida seria dedicada ao Kossen-rufu. A comprovação foi que não precisei amputar a perna e não morri devido à minha doença. Vi meus filhos e netos crescerem.

Ao receber o Gohonzon a senhora já sabia da importância de se fazer o Chakubuku? De alguma forma, sem ter muita consciência, eu sabia que o dia mais feliz da minha vida era aquele no qual eu havia recebido o Gohonzon. Em razão desse grande sofrimento em minha vida, eu já não acreditava em mais nada. A alegria surgiu porque resgatei minha fé. Dessa alegria, brotou em mim forte gratidão. A melhor maneira de agradecer ao Gohonzon é fazer o Chakubuku. Eu fiz duas decisões. A primeira delas é de que todos os dias eu farei alguém feliz. Um dia depois de ter recebido o Gohonzon, fui para o trabalho a pé, com o forte desejo de viver pelo meu juramento — fazer alguém feliz. Não importava meu sofrimento, eu seria capaz de cumpri-lo.

E a senhora encontrou alguém? A primeira pessoa que encontrei foi a Ana Maria. Ela estava sofrendo muito. Conversamos e, então, ela decidiu receber o Gohonzon. Ana foi meu primeiro Chakubuku. Certa ocasião, levei vinte pessoas a uma reunião na antiga Sede na Rua Vaz de Toledo. Tínhamos de subir uma escadaria enorme, mas nada me desanimava. Eu continuei a agir com base em meu juramento.

Qual foi sua segunda decisão? Minha segunda decisão foi a de que eu gostaria de oferecer meu lar como um local para realizar reuniões. Quando recebi o Gohonzon, confesso que eu estava envergonhada, por causa das condições da minha casa. Cheguei até a pensar na possibilidade de receber o Gohonzon mais tarde. No entanto, minha responsável bateu nas minhas costas e disse: “Antes que seja tarde demais Magdalena”. No dia seguinte, após a consagração do Gohonzon, meu marido comprou o jornal de domingo e havia um anúncio de um apartamento com uma sala grande e três quartos. Tudo isso em frente à minha casa. Ele sabia que meu desejo era este. Quando me mostrou o jornal, eu falei: “Nós não temos condições, mas temos o Gohonzon”. Ele conversou com o proprietário e uma semana depois nos mudamos para lá. Por dezoito anos, as reuniões foram realizadas em nosso lar. Houve dias em que participavam cerca de oitenta pessoas. Depois, meus filhos passaram a oferecer a casa para as atividades também.

A senhora acha difícil fazer Chakubuku? Fazer Chakubuku até pode ser difícil, mas eu não uso isso como desculpa. Fazer o possível é fácil, fazemos isso todos os dias. Para comprovar, temos de orar para o impossível. E orar com o seguinte sentimento: “Eu já venci!” Essa oração desperta em mim muita sabedoria e energia em forma de alegria e paciência.

A senhora pode nos contar alguns exemplos de como faz Chakubuku? Eu frequentava uma academia para fazer ginástica. Lembro-me de que, no primeiro dia de aula, minha professora me perguntou se eu estava gostando. Eu respondi: “Estou ótima, sinto-me muito bem, mas o que me traz alegria mesmo é o Daimoku”. Então, ela quis saber o que era e expliquei-lhe sobre o Budismo. Hoje, ela é uma excelente líder. Outras pessoas da academia me perguntavam se eu era privilegiada porque a tratava com grande carinho. Então, expliquei o porquê e aproveitei para ensinar o Budismo Nitiren para elas também. Já levei minhas professoras, minhas amigas às reuniões. Não perco nenhuma oportunidade. Eu falo para elas: “Eu posso te orientar, mas na frente do Gohonzon, faça seu próprio desafio”.
De todos os seus Chakubuku existe alguém que tenha devolvido o Gohonzon? Ninguém devolveu o Gohonzon. Esta é uma das maiores felicidades da minha vida. Uma devolução de Gohonzon não é meu carma, mas sim da própria pessoa que o devolve. Pois é ela quem sofre com isso. Como meu objetivo é ajudar as pessoas a vencer seus sofrimentos, sinto-me vitoriosa porque ninguém devolveu o Gohonzon. Desde o começo, sempre trato as pessoas com muita paciência. Paciência é fundamental para se fazer Chakubuku.

Qual é o contexto das suas orações diárias? Quando eu me sento diante do Gohonzon, oro pela paz mundial, pela harmonia familiar e agradeço tanto os obstáculos quanto os benefícios. Eu falo: “Gohonzon, as pessoas estão sofrendo. Eu preciso tirá-las do sofrimento!” Isso me faz muito bem. Eu saio de casa com alegria para conversar com as pessoas. Minha felicidade foi ter compreendido que todos são Budas e busco agir com essa convicção. Oro para que essa felicidade permaneça ao meu lado por toda a eternidade. Nas minhas orações diárias, agradeço por estar viva e recitar o Nam-myoho-rengue-kyo.

Como é sua rotina? Vou à praia regularmente. Eu fico no mesmo quiosque, já conhecido como “Quiosque do Kossen-rufu”. Leio, tomo água de coco e olho para o mar. Estou sempre determinada a cumprir a minha missão. As pessoas chegam, querem tomar água de coco e pedem para sentar ao meu lado. Eu digo para elas que fiquem à vontade e começamos a conversar. Essas pessoas comentam: “A senhora é uma pessoa tão boa. Está sempre sorrindo”. Eu respondo: “Ah... isso se deve à lei que eu sigo”. Depois, eu as levo à reunião. Assim, fiz e continuo fazendo muitos Chakubuku. Houve até um caso que me emociona muito. Posso contar?

Fique à vontade. Conheci uma pessoa na praia. Convidei-a para uma reunião dali a quinze dias e trocamos telefones. Coloquei o papel com o número do telefone na bolsa e fui para casa. Quando fui procurá-lo, virei, revirei e nada. Foi chegando o dia da reunião e eu estava muito triste, porque não tinha como entrar em contato com ela. Sentei em frente ao Gohonzon e pensava: “Gohonzon não me permita ser derrotada. Eu quero tirar essa pessoa do sofrimento!” Enquanto fazia Daimoku, o telefone tocou. Não gosto de atender o telefone enquanto faço Daimoku. Mas como persisitiu, eu atendi. Era ela, que disse: “A senhora ficou de me ligar, eu estou esperando. Estou recitando aquelas palavras”. Comecei a chorar, agradecendo: “Gohonzon como sou afortunada!” Combinamos e fomos à reunião. Em breve, ela vai receber o Gohonzon. [diz, emocionada]

A sensação é extraordinária ao conversar com a senhora. Acreditamos que seus Chakubuku sentem o mesmo. Não tenho nada de especial. Busco manter meu coração em sintonia com o de Ikeda Sensei. Oro todos os dias para encontrar pessoas a quem eu possa ser útil; pessoas que queiram praticar e ser felizes e que possamos nos reencontrar. Por isso, todos aqueles que aparecem em meu caminho foram, de certa forma, convocados, pois temos uma ligação de coração a coração. Sinto muita alegria em dialogar com cada pessoa, apoiá-la e ajudá-la a superar seus sofrimentos. Parece que estou voando. Cada Chakubuku realizado significa que estou comprovando mais um benefício do Gohonzon. Cada pessoa é uma resposta às minhas orações. E quando nossas orações são respondidas, ficamos felizes.

As pessoas comprovam logo que começam a praticar? Sim. Por exemplo, fiz Chakubuku em vários porteiros do meu prédio. Eles praticam, prosperam e mudam de emprego. Um deles montou uma empresa. Nós precisamos fazer a nossa revolução humana. Oração, determinação e comprovação. Se não comprovamos, como as pessoas poderão confiar em nós? E a comprovação é nossa postura. Se as pessoas comentam: “Puxa, ela está sempre mal-humorada!” Isso atrapalha muito. Temos de ter o Gohonzon no coração sempre. Diante do Gohonzon, somos todos Budas. Escuto muito a frase: “A senhora não tem problema. Está sempre sorrindo, sempre de bem com vida”. Aproveito para falar da grandiosidade da Lei Mística. Não quero ser feliz sozinha. Reencontrei-me com uma pessoa a qual eu havia ensinado o Nam-myoho-rengue-kyo havia muitos anos. Ela não sabia que eu era viúva. Quando comentei, ela falou: “Nossa, você está sozinha?” Eu respondi: “Não”. E ela: “Casou de novo?” Eu disse: “Não. Tenho meu maior tesouro: o Gohonzon. Ele nunca me deixa sozinha”.

Como a senhora ensinou sobre o Budismo aos porteiros? Ah! Quando eles sobem ao meu apartamento para trazer meu jornal, eu agradeço de coração. Digo-lhes que eles são mensageiros do Buda, porque estão trazendo para mim a mensagem do Mestre. Eles me fazem perguntas, querem saber mais e começam a praticar. Outro dia, recebi o agente do Censo, ele viu a foto do presidente Ikeda e perguntou se era meu marido. Eu respondi: “Não. Este é meu Mestre da vida! Você quer aprender sobre isso”. Ele foi mais um dos que ensinei sobre o Budismo.

Desde que estamos aqui, percebemos que seu telefone não para. São seus Chakubuku? Sim. Sempre me ligam para relatar os benefícios. Que alegria! Eu sempre digo a eles: “Está feliz? Que bom. Para ficar mais feliz, você deve propagar a Lei. Só para nós, não adianta. Porque a Lei não se propaga sozinha. Faça alguém feliz! Isso retorna para nós!” Alguns dizem: “Ah! Eu adoro a senhora!” Eu respondo: “Tem de adorar é o Gohonzon!” Outros falam: “Estou fazendo Daimoku para a senhora”. Digo: “Não! Você deve fazer Daimoku é para o Gohonzon. Eu sou como você. Você, na frente do Gohonzon, é um Buda também”.

Muitas pessoas pedem orientação para a senhora? Sim. Para aqueles que são recém-convertidos, sempre incentivo para que andem com as próprias pernas. Oriento, mas a verdadeira orientação eles devem buscar diante do Gohonzon. Sou um mortal comum. Sempre tomo muito cuidado, até com o que eu escuto. Meus ouvidos são para Lei Mística. Sempre foco na prática da fé e digo: “Está feliz? Está fazendo Daimoku? Então, continue. Não gaste sua voz aqui no telefone. Use-a para orar. Quando todas as portas estiverem fechadas, as portas do oratório estarão sempre abertas para nós. O Gohonzon deve estar presente em nosso coração, em nossa vida e em nosso lar”. Sempre trato a todos com muita paciência e carinho. Se eu souber que afastei uma pessoa porque não tive paciência, ficarei muito triste. Terei desrespeitado um Buda. Porque quando maltratamos alguém, na verdade, estamos maltrando um Buda.

Como a senhora encara as reuniões de sua organização? A reunião é uma grande recepção. Muitas vezes, os líderes afastam os membros porque não estão preparados. Não precisamos carregar os problemas conosco. Quando vamos à reunião, devemos ir felizes. Afinal, vamos pelo Gohonzon. Daí, uma única palavra nos renova. Há anos, vou à reunião com muita alegria. Vou feliz e volto renovada porque cumpri minha missão. O Chakubuku está sempre atento a tudo. Na atividade, sempre devemos cumprimentar as pessoas, dizendo: “Sejam bem-vindas!” Nunca devemos perder a disposição de tratar bem os outros, recebendo-os com alegria e carinho. Temos de fazer isso de coração. Caso contrário, não adianta nada. Quando a gente fala de coração, retorna para a própria vida. É preciso ter muita paciência na hora de tirar as dúvidas dos Chakubuku. Com dúvida, ficamos “balançandos”. Mas é bom explicar tudo com muito carinho.

O que é um líder preparado para a senhora? Para mim, é aquele que tem consciência de que o mais importante é o que fazemos em prol da felicidade das outras pessoas. Isto é o que conta.

O presidente Ikeda tem falado muito sobre a importância de criar uma força jovem na SGI. Como é a sua relação com os jovens? Quando chego à Reunião de Palestra, ao registrar meu comparecimento, digo logo: “DFJ”. [risos] Sempre gosto de estar com os jovens. Quem lida com os jovens é feliz e nunca envelhece. Eles me perguntam se podem me chamar de vó ou de mãe. E eu falo que não há problema, pois, assim, criamos um ambiente aconchegante e carinhoso.

Gostaríamos que a senhora contasse sobre seu encontro com o presidente Ikeda no Japão. Esta foi a realização do meu maior sonho. Decidi ir ao encontro do Mestre em 1984, por ocasião do festival realizado no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo. O Mestre entrou com os braços erguidos e nos surpreendeu com sua alegria. Naquele momento, senti uma grande emoção e objetivei que minha luta pelo Chakubuku seria incansável para que eu pudesse encontrá-lo novamente. Dezoito anos depois, eu consegui. Muitos acreditavam que minha idade seria um empecilho. Mas, se a porta do oratório está aberta, nenhuma outra porta estará fechada. Continuei orando com essa decisão e, por fim, tudo foi direcionado para a vitória. Para a viagem, tive de fazer muitos exames médicos, a fim de avaliar minhas condições de saúde. Até a médica se assustou com a quantidade de exames e me perguntou: “Para que tantos exames?” Eu respondi: “É porque vou realizar o grande sonho da minha vida”.

Deixe a gente adivinhar. A senhora fez Chakubuku na médica? Sim. Quando expliquei a razão do meu sonho, aproveitei para falar sobre a Lei Mística. Hoje, ela é uma grande líder. Todos os exames tiveram resultado satisfatório, atestando que minha saúde é de ferro.

E como foi o encontro com o Mestre? Ao chegar ao Japão, um dirigente disse ao meu filho, Henrique, que ele me preparasse para a possibilidade de o presidente Ikeda não participar da reunião, devido a outros compromissos. Assim que ele me deu a notícia, eu disse: “Não vim para fazer turismo! Vim aqui com a fé e a determinação de encontrar o mestre da vida e estarei com o Mestre!” Passei a noite recitando Daimoku para que minha decisão não enfraquecesse. Mantive meu ânimo e disposição em alta. Logo pela manhã, recebemos o telefonema de que o Ikeda Sensei participaria sim da atividade. A tão sonhada reunião ocorreu no dia 8 de janeiro de 2002. O presidente Ikeda entrou no palco e, com um gesto de carinho, cumprimentou a todos com a mão no coração. Ele orientou sobre a rigorosidade da prática e a importância das atividades na Organização. Disse que os dirigentes precisam tratar os membros com carinho e benevolência e que a vida é como um sonho. Ela é passageira e quem não realizar nada se arrependerá no futuro. Quase no final da reunião, fui chamada e o Mestre olhou para mim e, novamente, colocou a mão no coração, citou minha luta na realização de Chakubuku e tornou a orientar sobre nossa verdadeira missão. [confira as palavras do presidente Ikeda sobre a Sra. Magdalena ao lado]. Assim que terminou a reunião, escrevi uma mensagem de agradecimento para o Mestre, dizendo: “Sensei, hoje realizei meu sonho. Pode contar comigo! Espero representá-lo no Brasil, estando onde o senhor não puder estar e mantendo o espírito de mestre e discípulo sempre vivo. Obrigada, Sensei!”

Palavras do Mestre
Hoje, está participando conosco uma nobre “mãe do Kossen-rufu” que veio do Brasil. O nome dela é Magdalena Nader Landi e ela é conselheira de comunidade. Sra. Nader, muito obrigado!

A Sra. Nader converteu-se ao Budismo Nitiren há 26 anos e fez, pessoalmente, 485 Chakubuku [atualmente, são 637]. Ela simplesmente orava com o forte desejo de compartilhar a Lei Mística com as pessoas que estivessem sofrendo e conversava com os outros sobre o Budismo com coragem e sinceridade. Se incluirmos os Chakubuku concretizados por seu marido, que faleceu há três anos, e pelos três filhos, esse número passa para 730 [hoje, são 931]. A família também colocou à disposição uma ótima sede comunitária para uso dos membros locais. A Sra. Nader está aqui com seu filho, responsável de área, Henrique Nader Landi, que herdou seu espírito de fé.

Vamos aplaudir sinceramente esta nobre “mãe do Kossen-rufu” do Brasil e toda sua família. Obrigado! [Dito em português.]

Tanto no Japão como no mundo inteiro, há muitos desses tesouros do Kossen-rufu para serem descobertos. Espero que sempre se lembrem disso. Essas pessoas se empenharam incansavelmente para propagar o Kossen-rufu — o mais nobre empreendimento que há para um ser humano. Essas pessoas realizaram contribuições realmente notáveis. Suas conquistas são de muito mais valor que qualquer outra realização secular. Peço aos membros da Divisão dos Jovens que herdem com coragem o “espírito de Chakubuku” desses respeitáveis “mães e pais do Kossen-rufu”. Desejo confiar à Divisão dos Jovens toda a responsabilidade pela próxima geração da Soka Gakkai!

Fonte: BS, edição no 1.660, 20 de julho de 2002, p. A3.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Relato: Minhas Vitorias
Olá tudo bem Sou João Rodrigues Neto, conheci o budismo em meados de 98 através de um colega, o Carlão que na época tínhamos uma escolinha de futebol. Assim como a maioria, também passei por diversas religiões, condições financeiras e de habitação eram bastante precárias, lembro-me de um período da minha adolescência que eu ficava o tempo todo embaixo de uma arvore, ficava horas e horas olhando a paisagem do Bairro, com o tempo entendi que isso era depressão. Meus irmãos pequenos participavam da escolinha de futebol do bairro e acompanhando-os nos jogos notava que minha auto estima melhorava e foi assim que decidir monta uma equipe de futebol infantil.
Minha família foi uma das primeiras a habitar a Vila Astúrias, meu falecido avô João Rodrigues era praticamente dono de boa parte do bairro, que antes era só terreno, porém como não tinha sabedoria sempre trocava terreno por porco, vaca e algumas pessoas a qual chamava de amigos se aproveitava e o ludibriava, no fim restou apenas um único terreno que na época o corretor colocou como usufruto, pois senão meu avo também teria perdido esse terreno, ou seja, hoje poderíamos estar na rua ou morando de aluguel.
Passamos muitos anos morando em barraco e sempre que chovia era uma calamidade, foi nesse ambiente que decidi consagrar o gohonzon em 1999. Apesar dos familiares frequentarem a testemunha de Jeová não houve resistência e no início conseguir trazer para as atividades irmãos e primas que na época participavam da DE e outras reuniões.
Com desejo de transformar essa condição participava ativamente das atividades, como um dirigente uma vez em sua explicação disse: quando decidimos praticar o Budismo é como se primeiro tudo que fosse impuro, sujo fosse saindo até as coisas boas começarem a ocorrer. Na época trabalhava numa empresa e nela sempre falava do budismo, passei um ano nessa empresa quando chamaram funcionários para efetivar todos foram efetivados menos um eu, criei dúvida e questionei, pois de todos foram efetivado menos eu. Foi então que em uma orientação me disseram que Independente de pratica ou não isso poderia ocorrer. Deixei isso pra lá e continuei a minha prática, em 2000 entrei numa nova empresa e nela fiquei por quatro anos, em 2001 a questão de habitação aos poucos vinha sendo transformada, pois conseguimos construir dois cômodos, mas como a família é grande esses cômodos ficaram apenas para meus pais, meus irmãos e eu continuávamos em barraco.
Nesse período a minha fé mais uma vez foi posta a prova, um dos meus irmãos começou andar com más companhias sem que soubéssemos deve ter experimentado alguma droga e então começou a ficar agitado, passou a ter problemas psiquiátricos, ele que nunca foi contra a minha prática muito pelo contrário tinha dia que ele mesmo limpava o oratório, foi num desses dias que ele botou fogo no quarto, e assim queimou o meu Gohonzon, ao chegar do trabalho fiquei sem saber o que fazer, levei o fato até os responsáveis os quais me orientaram a fazer uma grande luta para que assim pudessem conseguir outro Gohonzon e que a decisão estava na minha mão pois nunca tinha acontecido um fato desse tipo antes e mesmo assim poderia ser difícil conseguir.
Então decidi fazer essa grande luta, dessa decisão mais um acontecimento negativo; meu irmão que estava internado para tratamento veio a falecer, nem sequer recebeu o tratamento correto, descobrimos depois que o tratamento foi desviado para outro paciente que por incrível que pareça era filho do Diretor do Hospital.
Durante minha luta tem uma frase que sempre carrego comigo no pensamento e no coração a qual Sensei escreveu; 'Existe uma única estrada e somente uma, e essa é a estrada que eu amo. Eu a escolhi. Quando trilho nessa estrada as esperanças brotam, e, o sorriso se abre em meu rosto. Dessa estrada nunca, jamais fugirei' E assim continuei, me inscrevi para fazer a academia do Sokahan onde na época a maioria das aulas eram em São Paulo, Barueri, Osasco e outras cidades, tinha dia que saia só com o endereço e a boa sorte me levava ate o local, fiz luta também na recitação de daimoku, visitas e participação nas atividades. Em meio essa luta recebi várias visitas dos companheiros da organização e principalmente dirigentes da bsgi que me incentivavam os quais e também vinha sempre verificar se realmente ocorrido poderia ter sido evitado e se novamente poderia ter outro gohonzon.
Resumindo; 2002 me formei no Sokahan, no dia 21 de Agosto de 2003 recebi o Gohonzon, na empresa em que estava fiquei quatro anos, sair porque decidi fazer faculdade de educação física, no dia de fazer a inscrição para concorrer a bolsa pelo programa escola da família a atendente me disse; faça a inscrição mas dificilmente você conseguira, nesse dia determinei que conseguiria a bolsa e assim logo no primeiro sorteio fui contemplado e cursei gratuitamente.
Formei-me em Educação Física no final de 2008. Em 2009 comecei a dar aula como substituto, 2010 passei no concurso do Estado na posição 2462, 2012 tirei minha CNH e fui chamado pra escolha de vagas, como não tinha vaga na região de Sorocaba tive que escolher numa localidade distante em Vargem Grande, e misticamente nessa escola o coordenador morava em brigadeiro e hoje ele é o Diretor. Em 2013 comecei a lecionar como efetivo, retomei minha equipe de Futsal infantil e estamos disputando vários campeonatos, recentemente estreei minha equipe de Campo.
Harmonia familiar reina em casa, não moramos mais em barraco, pois conseguimos terminar a casa da minha mãe que tem seis cômodos dois banheiros, tenho o meu quarto onde meu Gohonzon esta consagrado. Lembram daquela empresa a qual não fui efetivado, pois é ela faliu e ate hoje ninguém recebeu um tostão e quando fui desligado recebi tudo que tinha direto. Onde Moro a maioria das pessoas sabem que sou budista e varias já participaram de atividade e conhecem o Nam Myoho rengue kyo.
Se me perguntarem como é que conseguir essa transformação foi através do daimoku, dedicação nas atividades e aprendi a nunca desistir independente do que aconteça, partir do momento que passei a entender que dentro de mim existe uma força a qual só eu posso fazer evidencia la e a única pessoa que pode transformar meu 'destino' é eu próprio, transformar minha vida e das pessoas que estão à sua volta pois aprendi que a mudança começa comigo.
2017 foi um ano de muitos desafios e inúmeras vitorias, em janeiro troquei meu oratório de parede por um butsudan, objetivo que almejava desde 2014. Venci também a questão financeira, lógico que não estou esbanjando dinheiro, mas com planejamento consigo emprega lo da melhor maneira. Como disse trabalho em outra cidade e tem um custo mensal, desenvolvo um projeto de esportes, onde treino futsal para a criançada e adolescentes do bairro, toda parte financeira como pagamento de taxas para competições e materiais esportivos saem tudo do meu bolso, é uma pratica que retomei desde 2013, já ouvi dizerem que o que eu faço é um desperdício, mas nunca me importei com isso, pois como cidadão do mundo algo tenho a fazer em prol do outro é um trabalho social.
Como falei nunca me faltou dinheiro, consegui realizar meu Kofu e pra esse ano determinei triplica lo, venci na assinatura dos impressos e participei quase que de todas as atividades da organização.
Passei no exame do Budismo para 2º Grau e já me preparo para o próximo, vejo o exame como oportunidade de estudo para compreender a filosofia e assim para alem de aplicar na vida também propaga la. Concretizei três shakubukus e me deram a oportunidade de ser segundo apresentador de mais dois, agradeço as pessoas que essa oportunidade de acompanha los e falei do budismo para inúmeras pessoas.
Lembro que em 2014 também objetivei voltar a fazer curso e em 2017 terminei a Pedagogia. No mês de junho determinei fazer uma luta de daimoku o qual denominei de “Daimoku do Rugido do Leão”, no primeiro dia de daimoku o carma de doença se manifestou não em mim, mas em pessoas próximas, meu sobrinho Enzo começou a ter dificuldades de respirar e teve que ser internado, minha cunhada já tinha conhecido o budismo la no Itavuvu e iria participar do daimoku disse a ela que fosse sossegada que enviaremos esse daimoku para melhora do Enzo. Depois de três semanas internado hoje ele já esta melhor, forte e sapeca. Nesse período minha mãe também ficou doente, ela tem problemas de varizes, dias atrás percebemos que ela quase não saia do quarto, não se alimentava e começou a perder peso então levamos ao médico e foi constatada anemia profunda, ficou um mês internada, meus irmãos e eu nos dividíamos nos afazeres domestico. O médico pediu vários exames, pois tinha também a questão vascular. Hoje ela já esta melhor, quando retornou dei a ela o relato da sra Magdalena Lander considerada a mãe do kossen rufu o qual lê e relê, ela era do salão do reino mas não freqüenta mais, recebeu varias visitas na época da Cleuza, conversei varias vezes sobre o budismo sei que a semente foi plantada e com o tempo germinara pois sabe a força da lei, vivenciou a minha transformação, ainda toma vários medicamentos que inclusive são caros, como reação dos medicamento alguns fios de cabelos estão caindo, continua fazendo alguns exames e curativo todos dos dias, mas sei que logo tudo estará solucionado pois como Sensei diz: “O Nam Myoro Rengue Kyo é a voz pura e de longo Alcance” e já alcançou ela.
2018 mais um ano de vitorias, venci na propagação, atraves das redes sociais direcionei quatro shakubukus, finalizei o tratamento odontológico que algum tempo já almejava, iniciei mais uma graduação afora em Ciências Biologicas , nos da comunidade atinguimos um grande objetivos que lançamos em 2004 diante do então Eridityo sr Eduardo Taguchi de Brigadeiro se tornar um distrito e em agosto foi criado o Distrito Brigadeiro sendo o mais novo da BSGI e nosso slogan é Distrito Brigadeiro "onde é doce praticar".
 Tambem no mesmo mês, mais vitorias pessoal vieram, minha vida funcional na secrearia da educação foi posta em ordem com isso mudei de faixa, ja tenho direito a licença premio e meu quinquenio tambem ja saiu, beneficios que me darao mais oportunidades para participar das atividades bem como assinar meus impressos e realuzar meu kofu e fechando um ciclo de vitorias me formei na DMJ.
2019 denominado por Ikeda Sensei como o Ano da Vitoria Soka a luta continua, agora  nomeado responsável do Bloco Brigadeiro assim objetivei fazer desse o Bloco das famílias felizes.
 E outros objetivos como ter uma sala para as atividades, adiquirir um carro para auxiliar no Kossen Rufu, concluir o Curso de Ciências Biologicas, realizar Shakubukus e buinzikas e estar nas terra do mestre assim conhecer o Auditorio do Grande Juramento.
Agradeço o Presidente Ikeda por ter trazido essa maravilhosa filosofia ao Brasil aos companheiros e tambem ao Casal Sr Carlos Fantini e a saudosa Sra Cleuza por me ensinar essa maravilhosa filosofia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

RELATO – Aroldo de Meira

Nasci em uma família humilde de 12 irmãos, 5 homens e 7 mulheres, sou o sexto filho a nascer. Com 6 anos já ajudava meu pai na roça e aos 7anos minha mãe me matriculou na Escola Estadual Orestes Guimarães,
em São Bento do Sul Sc.
Foi um dia muito esperado. Como minha mãe não tinha dinheiro para comprar os materiais, a escola doava aos alunos carentes. Minha pasta de carregar os materiais era feito de pano, minha mãe que fazia. A caminhada era longa até a escola, dava uns 2 km mais ou menos, de pé no chão e de calça curta lá ia eu para a escola. Meus pés eram cheio de calos e rachaduras, devido ao frio, pois ia descalço mesmo no inverno, muitas vezes com geada. Ficava muito envergonhado por estar descalço, tinha mais outros meninos que iam escalços. As brincadeiras eram muito legais, pega pega, esconde esconde etc..etc... Quando estava no 2º ano, uma passagem me emocionou, era o dia da bandeira e eu estava escalado par dizer uma poesia lá na frente.
Estava com vergonha, pois não tinha calçado, foi ai que um menino, seu nome éra Pedro ele tirou o seu conga azul e me emprestou, fiquei muito feliz e fui fazer a minha apresentação. Tinha uma coisa gostosa que fazíamos, as professoras escalava vários alunos e colocava em fila indiana e lá ai nós para o Buschle, uma grande panificadora para buscar a cuca que era feito para servir na merenda escolar, era uma delícia.
Mesmo com todas as dificuldades, eu me empenhava para tirar boas notas e passar de ano.Lembro que, em Santa Catarina a média escolar era 7, não sei se ainda continua. Lembro bem da Dna. Zeneide a diretora da escola, ela não era brincadeira, varias vezes me deixou de castigo na sala que hoje é a secretaria. Eu era meio levado, às vezes precisava de uns corretivos. Fiz até a 4º ano nesta escola, depois fui para o Colégio Estadual São Bento onde terminei o 1º grau. Agradeço de coração a todos os educadores, e também as serventes e cozinheiras que faziam toda a limpeza e as refeições de nossa escola. Muito Obrigado.
Nesta época eu tinha 11 para 12 anos e trabalhava cavando poço de água, acordava 5 horas da manhã e andava a pé 6 km até o trabalho, muitas vezes descia até 15 metros para cavar. Servi o quartel militar e fui Morar na cidade de Curitiba em 1979, onde comecei minha vida de casado. Passei fome em uma grande metrópole, fiquei 3 dias sem comer pois tinha vergonha de pedir algo para comer e ser tratado de vagabundo e preguiçoso. Comecei a trabalhar depois de 4 meses que estava em Curitiba em uma loja que vendia
calçados. Na hora do almoço saia e sentava em um banco da praça que ficava próximo a empresa esperando a hora passar, pois não tinha dinheiro para comer e nessa época a empresa não dava tik alimentação. Saia do trabalho direto pra escola, muitas vezes ficava próximo a cantina pra sentir o cheirinho do cachorro quente que eles vendiam, esse cheiro parecia saciar a minha fome. Ficava na escola até ás 22:20hrs estudando e depois ia para casa a pé. Acordava cedo e retornava para o trabalho. Um dia recebi o convite do meu chefe para almoçar, quase nem acreditei, fomos a um Buffet, enchi o meu prato com tudo que tinha direito. Meu chefe olhou pro meu prato e indagou: Parece que faz três dia que você não come...Contei toda historia para ele, disse que deveria ter falado antes. Mas como eu tinha começado a pouco tempo, fiquei com receio de pedir algum adiantamento e pudesse comprometer o meu emprego.
Conheci o Budismo 17/04/1983... Participei do Festival em 1984, na cidade de São Pulo, foi com grande emoção poder presenciar aquele maravilhoso espetáculo. Estava desempregado e morando de aluguel em uma casinha, meia água. Minha primeira filha filha nasceu e eu não podia pagar o aluguel, fiquei 5 meses sem pagar e podíamos ser despejados a qualquer momento. Desesperado não sabia para onde ir, comecei a procurar algum lugar para morar e encontramos uma casa quase abandonada. Volte lá Com minha filha nos braços e minha esposa, encontramos um rapaz morando nela, mas ele ia sair da casa e me pediu cem cruzeiros novos para ficar com o direito de ocupar a casa, acho que era cruzeiro naquela época, isso mesmo. Lembro-me bem como se fosse hoje, a angustia e ao mesmo tempo a alegria de ter encontrado essa casa.
Consegui o dinheiro com meu cunhado e entramos na casa que na verdade já era abandonada. O rapaz que estava morando nela já tinha ocupado, pois o antigo dono tinha abandonado porque não podia pagar as parcelas. Ficamos morando de graça por um ano... a alegria estava acabando a Caixa econômica fez Leilão e tínhamos que sair... Decidi não sai da casa e aumentei o Daimoku fazia 7 horas diárias eu e minha esposa. Ai o negócio ficou mais complicado, recebi a visita de um oficial de justiça. Tinha que assinar a desocupação da
casa, falei pra ele que não assinaria, ele ficou muito bravo e disse que viria com a polícia, falei que podia vir.
Passou 30 dias e recebi outro oficial de justiça, não assinei de novo, ele disse que teria 15 dias para sair.
Aumentei o daimoku e fui atrás de uma solução. Parece místico, mas em 10 dias comprei a casa financiada em nome de um amigo do meu cunhado. Financiei em 10 anos e todo esse tempo ela ficou em nome de uma pessoa que mal tinha conhecido. Minha esposa fazia daimoku todos os dias pela proteção dele, pois ele era caminheiro e vivia na estrada. Moradia resolvida, agora a parte financeira que ia de mal a pior tinha dia que comia o almoço e a janta... Não tinha.
Cansamos de comer caldinho de feijão com farinha de mandioca e só. O leite que conseguia para minha filha diluía com água para render mais. Logo em seguida nasce à segunda filha e a luta continuava, eu e minha esposa fazíamos bastante daimoku. Mesmo com todas dificuldades, muitas vezes sai da minha casa com dinheiro de uma passagem, ia de ônibus ou voltava de ônibus para ensinar o gongyo na casa dos membros... Eu cheguei a fazer daimoku à noite inteira até amanhecer. Nasce a minha filha casula que hoje tem 27 anos, nasceu com pouco peso e ficou 15 dias na incubadora, até ganhar peso. Tinha bronquite e varias vezes levei ela para o hospital quase desmaiado com crise aguda. Muitas noites passava acordado refletindo e procurando entender porque estávamos passando por tudo aquilo. 
Hoje tenho certeza de que não há resultados sem luta e que as dificuldades só me deram força para continuar, que a vitória só é conquistada com grandes desafios e bastante Daimoku. Troquei meu oratório e este ano em dezembro 2012 recebi meu Gohonzon especial. Comecei em 2012 com desafio de fazer no mínimo 1 uma hora de daimoku diário. Hoje 08 de Dezembro de 2017 estou cumprindo com o meu Objetivo.

Qualidades e defeitos

A cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro florescem cada qual com suas próprias características. Da mesma forma que cada flor possui sua beleza particular, cada pessoa é dotada de qualidades especiais próprias.
Quando alguém nasce, é comum as pessoas comentarem: “Nossa! É a cara do pai (ou da mãe)!
À medida que essa pessoa cresce, passa a ouvir outros tipos de comentários sobre as características que ela está desenvolvendo, tanto boas como más.
É ótimo ouvir elogios, mas o que fazer quando apontam nossos defeitos?
Bem, fazer de conta que não é com a gente, não dá, não é verdade? Mesmo porque, parece que todos fazem questão de nos lembrar que temos essa ou aquela “característica” indesejável. Tentar mostrar aos outros o que não somos, também não é uma boa idéia. Agindo assim, acabamos nos desvalorizando e perdemos a oportunidade de desenvolver nosso potencial.
O presidente Ikeda sempre enfatiza que devemos ser autênticos sem receio de demonstrar nossas virtudes ou defeitos, pois ninguém é perfeito.
A cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro florescem cada qual com suas próprias características.
Da mesma forma que cada flor possui sua beleza particular, cada pessoa é dotada de qualidades especiais próprias.
Em certa ocasião, uma pessoa perguntou ao segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, se a prática do Budismo de Nitiren Daishonin mudaria sua natureza exaltada. Toda respondeu-lhe: “Você não precisa se preocupar em mudar sua personalidade; tudo o que tem a fazer é recitar Daimoku e viver da melhor forma possível. Então, naturalmente, verá os aspectos negativos de sua personalidade desaparecerem, deixando apenas os positivos. O senhor deve ter um propósito claro e trabalhar para melhorar a sociedade.” (Brasil Seikyo, edição no 1.448, 14 de fevereiro de 1998, pág. 3.)
O presidente Ikeda comparou a personalidade a um rio. “Em certos pontos, suas margens são bem fixas. Da mesma forma, a identidade de uma pessoa não muda muito. Mas a qualidade da água do rio pode variar. Pode ser profunda ou rasa, poluída ou limpa, ter peixe em abundância ou não ter nenhum peixe. O conteúdo, em outras palavras, é diferente. É o mesmo com relação às pessoas. A nossa personalidade não determina a nossa felicidade ou infelicidade, ao contrário, o importante é a forma como vivemos nossa vida. O propósito do budismo e da educação, assim como de todos os nossos esforços para o auto-aprimoramento e o crescimento, é desenvolver essa essência. Isso é viver.”(Ibidem.)
Com a recitação do Daimoku, purificamos nossa vida,transformando os aspectos negativos de nossa personalidade em positivos. Por exemplo, a timidez de uma pessoa pode ser transformada numa qualidade como prudência ou discrição, enquanto a impaciência pode ser transformada na virtude de agir rápida e eficientemente.
É claro que não conseguiremos isso da noite para o dia. Para isso, tal como o rio que segue seu curso ininterruptamente, devemos nos esforçar constantemente para evidenciarmos nossas melhores qualidades
Terceira Civilização, Edição 397, 01/09/2001, pág. 9
A FÉ NO GOHONZON

''O Gohonzon existe dentro de cada pessoa e se chama Estado de Buda. Naturalmente, esse Gohonzon dentro de nós não tem a mesma aparência do Gohonzon consagrado nos lares budistas. o Gohonzon dentro de nós é invisível, mas tem o mesmo poder do Gohonzon ao qual dirigimos nossas orações. O Gohonzon que existe dentro de nós não pode ser visto ou tocado mas faz notar em nossa aparência externa. Nossos olhos tornam-se brilhantes, alcança-se gradualmente uma melhor saúde, nossa maneira de enxergar tudo ao redor torna-se mais clara e serena. Pessoas avarentas tornam-se generosas, os temperamentos violentos tornam-se calmos e bondosos. Nosso Estado de Buda que nada mais é do que o Gohonzon interno, é oculto aos nossos olhos. Ele é invisível como um submarino submerso em nossa vida. mas o poder da fé no Gohonzon externo fará com que ele apareça na superfície. Quando você está vendo os botões de cerejeira, pode pensar: “Que lindo!” Os botões de cerejeira estão fora de você mas o prazer e alegria que eles provocam surge de seu interior. Os cds de música estão fora de nós mas a sensação que produzem é interna. Da mesma maneira, quando se forma uma relação com o Gohonzon, manifesta-se o estado de Buda no seu interiro. Nós estabelecemos esse o relacionamento fazendo o Nam-myoho-rengue-kyo.''

SATISFAÇÃO PROFUNDA

O pergaminho do Gohonzon é visível e tangível, mas o Gohonzon dentro de nós não tem cor, nem forma. Por exemplo, a eletricidade esta em toda parte, mas você não pode vê-la, a não ser que acenda a luz. As ondas de rádio preenchem o local onde você está, mas para percebê-las, é necessário um rádio. de maneira análoga, o Nam-myoho-rengue-kyo é o sol, a lua, as estrelas, os mares, as montanhas. Ele permeia todas as coisas. Mesmo uma simples folha, uma minúscula pedrinha incorpora esse princípio fundamental. Contudo, como usufruir dessa Lei em nossas vidas diárias? De que adianta saber que tal Lei existe no Universo se não possuirmos uma maneira de nos ligar à mesma?

É tal como as ondas de rádio que permeiam o ar; sem rádio, ninguém pode sintonizá-las. A eletricidade sempre existiu, trata-se de uma força da natureza, mas até Thomas Edison inventar a lâmpada elétrica, ninguém foi capaz de usá-la. Pode-se dizer que a lâmpada deu forma à eletricidade e o rádio deu forma às ondas de rádio. Num caminho um tanto semelhante, Nitiren Daishonin deu forma à Lei através da inscrição do Gohonzon. É isso que o torna tão grandioso.Ele possibilitou a todas as pessoas a usufruirem a Lei fundamental do Universo ao nos deixar o Gohonzon. Quando se liga o interruptor da televisão, usufruímos do seu som e imagem. da mesma forma, quando se recita o Nam-myoho-rengue-kyo ao Gohonzon, despertamos o Estado de Buda até então dormente dentro de nós e passamos a usufruir de todos seus atributos. Assim, a oração no Budismo não é o mesmo que suplicar, pedir ou rogar. Orar no Budismo significa, antes de mais nada, despertar o infinito potencial de força, coragem, convicção e sabedoria que todos possuímos mas não conseguimos fazer vir à tona.''

Marly Tel

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Olá 
 Sou João mas pode me chamar de Joãozinho. Tenho 38 anos, sou formado em Educação Física e Pedagogia, atuo como professor de Educação Física, trabalho na área de Educação desde 2009. Uma pessoa normal, que já percorreu uns caminhos. Mas que gosta mesmo é de desafios, e principalmente de vencê-los. Talvez por isso “os budismos” sempre tenham rondado minha vida, até que, em novembro de 1998, conheci o Budismo de Nitiren, e em novembro  de 1999 recebi meu Gohonzon, marcando oficialmente o início da minha prática budista.
Adoro escrever e como no início de qualquer prática estamos cheios de dúvidas, decidi criar esse blog pra compartilhar os conhecimentos que venho adquirindo  e juntos tiramos duvidas que surgirão durante as postagens Afinal e compartilhar o conhecimento. Espero que gostem. Vamos nessa?