Olá tudo bem Sou João Rodrigues Neto, conheci o budismo em meados de 98 através de um colega, o Carlão que na época tínhamos uma escolinha de futebol. Assim como a maioria, também passei por diversas religiões, condições financeiras e de habitação eram bastante precárias, lembro-me de um período da minha adolescência que eu ficava o tempo todo embaixo de uma arvore, ficava horas e horas olhando a paisagem do Bairro, com o tempo entendi que isso era depressão. Meus irmãos pequenos participavam da escolinha de futebol do bairro e acompanhando-os nos jogos notava que minha auto estima melhorava e foi assim que decidir monta uma equipe de futebol infantil.
Minha família foi uma das primeiras a habitar a Vila Astúrias, meu falecido avô João Rodrigues era praticamente dono de boa parte do bairro, que antes era só terreno, porém como não tinha sabedoria sempre trocava terreno por porco, vaca e algumas pessoas a qual chamava de amigos se aproveitava e o ludibriava, no fim restou apenas um único terreno que na época o corretor colocou como usufruto, pois senão meu avo também teria perdido esse terreno, ou seja, hoje poderíamos estar na rua ou morando de aluguel.
Passamos muitos anos morando em barraco e sempre que chovia era uma calamidade, foi nesse ambiente que decidi consagrar o gohonzon em 1999. Apesar dos familiares frequentarem a testemunha de Jeová não houve resistência e no início conseguir trazer para as atividades irmãos e primas que na época participavam da DE e outras reuniões.
Com desejo de transformar essa condição participava ativamente das atividades, como um dirigente uma vez em sua explicação disse: quando decidimos praticar o Budismo é como se primeiro tudo que fosse impuro, sujo fosse saindo até as coisas boas começarem a ocorrer. Na época trabalhava numa empresa e nela sempre falava do budismo, passei um ano nessa empresa quando chamaram funcionários para efetivar todos foram efetivados menos um eu, criei dúvida e questionei, pois de todos foram efetivado menos eu. Foi então que em uma orientação me disseram que Independente de pratica ou não isso poderia ocorrer. Deixei isso pra lá e continuei a minha prática, em 2000 entrei numa nova empresa e nela fiquei por quatro anos, em 2001 a questão de habitação aos poucos vinha sendo transformada, pois conseguimos construir dois cômodos, mas como a família é grande esses cômodos ficaram apenas para meus pais, meus irmãos e eu continuávamos em barraco.
Nesse período a minha fé mais uma vez foi posta a prova, um dos meus irmãos começou andar com más companhias sem que soubéssemos deve ter experimentado alguma droga e então começou a ficar agitado, passou a ter problemas psiquiátricos, ele que nunca foi contra a minha prática muito pelo contrário tinha dia que ele mesmo limpava o oratório, foi num desses dias que ele botou fogo no quarto, e assim queimou o meu Gohonzon, ao chegar do trabalho fiquei sem saber o que fazer, levei o fato até os responsáveis os quais me orientaram a fazer uma grande luta para que assim pudessem conseguir outro Gohonzon e que a decisão estava na minha mão pois nunca tinha acontecido um fato desse tipo antes e mesmo assim poderia ser difícil conseguir.
Então decidi fazer essa grande luta, dessa decisão mais um acontecimento negativo; meu irmão que estava internado para tratamento veio a falecer, nem sequer recebeu o tratamento correto, descobrimos depois que o tratamento foi desviado para outro paciente que por incrível que pareça era filho do Diretor do Hospital.
Durante minha luta tem uma frase que sempre carrego comigo no pensamento e no coração a qual Sensei escreveu; 'Existe uma única estrada e somente uma, e essa é a estrada que eu amo. Eu a escolhi. Quando trilho nessa estrada as esperanças brotam, e, o sorriso se abre em meu rosto. Dessa estrada nunca, jamais fugirei' E assim continuei, me inscrevi para fazer a academia do Sokahan onde na época a maioria das aulas eram em São Paulo, Barueri, Osasco e outras cidades, tinha dia que saia só com o endereço e a boa sorte me levava ate o local, fiz luta também na recitação de daimoku, visitas e participação nas atividades. Em meio essa luta recebi várias visitas dos companheiros da organização e principalmente dirigentes da bsgi que me incentivavam os quais e também vinha sempre verificar se realmente ocorrido poderia ter sido evitado e se novamente poderia ter outro gohonzon.
Resumindo; 2002 me formei no Sokahan, no dia 21 de Agosto de 2003 recebi o Gohonzon, na empresa em que estava fiquei quatro anos, sair porque decidi fazer faculdade de educação física, no dia de fazer a inscrição para concorrer a bolsa pelo programa escola da família a atendente me disse; faça a inscrição mas dificilmente você conseguira, nesse dia determinei que conseguiria a bolsa e assim logo no primeiro sorteio fui contemplado e cursei gratuitamente.
Formei-me em Educação Física no final de 2008. Em 2009 comecei a dar aula como substituto, 2010 passei no concurso do Estado na posição 2462, 2012 tirei minha CNH e fui chamado pra escolha de vagas, como não tinha vaga na região de Sorocaba tive que escolher numa localidade distante em Vargem Grande, e misticamente nessa escola o coordenador morava em brigadeiro e hoje ele é o Diretor. Em 2013 comecei a lecionar como efetivo, retomei minha equipe de Futsal infantil e estamos disputando vários campeonatos, recentemente estreei minha equipe de Campo.
Harmonia familiar reina em casa, não moramos mais em barraco, pois conseguimos terminar a casa da minha mãe que tem seis cômodos dois banheiros, tenho o meu quarto onde meu Gohonzon esta consagrado. Lembram daquela empresa a qual não fui efetivado, pois é ela faliu e ate hoje ninguém recebeu um tostão e quando fui desligado recebi tudo que tinha direto. Onde Moro a maioria das pessoas sabem que sou budista e varias já participaram de atividade e conhecem o Nam Myoho rengue kyo.
Se me perguntarem como é que conseguir essa transformação foi através do daimoku, dedicação nas atividades e aprendi a nunca desistir independente do que aconteça, partir do momento que passei a entender que dentro de mim existe uma força a qual só eu posso fazer evidencia la e a única pessoa que pode transformar meu 'destino' é eu próprio, transformar minha vida e das pessoas que estão à sua volta pois aprendi que a mudança começa comigo.
2017 foi um ano de muitos desafios e inúmeras vitorias, em janeiro troquei meu oratório de parede por um butsudan, objetivo que almejava desde 2014. Venci também a questão financeira, lógico que não estou esbanjando dinheiro, mas com planejamento consigo emprega lo da melhor maneira. Como disse trabalho em outra cidade e tem um custo mensal, desenvolvo um projeto de esportes, onde treino futsal para a criançada e adolescentes do bairro, toda parte financeira como pagamento de taxas para competições e materiais esportivos saem tudo do meu bolso, é uma pratica que retomei desde 2013, já ouvi dizerem que o que eu faço é um desperdício, mas nunca me importei com isso, pois como cidadão do mundo algo tenho a fazer em prol do outro é um trabalho social.
Como falei nunca me faltou dinheiro, consegui realizar meu Kofu e pra esse ano determinei triplica lo, venci na assinatura dos impressos e participei quase que de todas as atividades da organização.
Passei no exame do Budismo para 2º Grau e já me preparo para o próximo, vejo o exame como oportunidade de estudo para compreender a filosofia e assim para alem de aplicar na vida também propaga la. Concretizei três shakubukus e me deram a oportunidade de ser segundo apresentador de mais dois, agradeço as pessoas que essa oportunidade de acompanha los e falei do budismo para inúmeras pessoas.
Lembro que em 2014 também objetivei voltar a fazer curso e em 2017 terminei a Pedagogia. No mês de junho determinei fazer uma luta de daimoku o qual denominei de “Daimoku do Rugido do Leão”, no primeiro dia de daimoku o carma de doença se manifestou não em mim, mas em pessoas próximas, meu sobrinho Enzo começou a ter dificuldades de respirar e teve que ser internado, minha cunhada já tinha conhecido o budismo la no Itavuvu e iria participar do daimoku disse a ela que fosse sossegada que enviaremos esse daimoku para melhora do Enzo. Depois de três semanas internado hoje ele já esta melhor, forte e sapeca. Nesse período minha mãe também ficou doente, ela tem problemas de varizes, dias atrás percebemos que ela quase não saia do quarto, não se alimentava e começou a perder peso então levamos ao médico e foi constatada anemia profunda, ficou um mês internada, meus irmãos e eu nos dividíamos nos afazeres domestico. O médico pediu vários exames, pois tinha também a questão vascular. Hoje ela já esta melhor, quando retornou dei a ela o relato da sra Magdalena Lander considerada a mãe do kossen rufu o qual lê e relê, ela era do salão do reino mas não freqüenta mais, recebeu varias visitas na época da Cleuza, conversei varias vezes sobre o budismo sei que a semente foi plantada e com o tempo germinara pois sabe a força da lei, vivenciou a minha transformação, ainda toma vários medicamentos que inclusive são caros, como reação dos medicamento alguns fios de cabelos estão caindo, continua fazendo alguns exames e curativo todos dos dias, mas sei que logo tudo estará solucionado pois como Sensei diz: “O Nam Myoro Rengue Kyo é a voz pura e de longo Alcance” e já alcançou ela.
2018 mais um ano de vitorias, venci na propagação, atraves das redes sociais direcionei quatro shakubukus, finalizei o tratamento odontológico que algum tempo já almejava, iniciei mais uma graduação afora em Ciências Biologicas , nos da comunidade atinguimos um grande objetivos que lançamos em 2004 diante do então Eridityo sr Eduardo Taguchi de Brigadeiro se tornar um distrito e em agosto foi criado o Distrito Brigadeiro sendo o mais novo da BSGI e nosso slogan é Distrito Brigadeiro "onde é doce praticar".
E outros objetivos como ter uma sala para as atividades, adiquirir um carro para auxiliar no Kossen Rufu, concluir o Curso de Ciências Biologicas, realizar Shakubukus e buinzikas e estar nas terra do mestre assim conhecer o Auditorio do Grande Juramento.
Agradeço o Presidente Ikeda por ter trazido essa maravilhosa filosofia ao Brasil aos companheiros e tambem ao Casal Sr Carlos Fantini e a saudosa Sra Cleuza por me ensinar essa maravilhosa filosofia.

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