À medida que essa pessoa cresce, passa a ouvir outros tipos de comentários sobre as características que ela está desenvolvendo, tanto boas como más.
É ótimo ouvir elogios, mas o que fazer quando apontam nossos defeitos?
Bem, fazer de conta que não é com a gente, não dá, não é verdade? Mesmo porque, parece que todos fazem questão de nos lembrar que temos essa ou aquela “característica” indesejável. Tentar mostrar aos outros o que não somos, também não é uma boa idéia. Agindo assim, acabamos nos desvalorizando e perdemos a oportunidade de desenvolver nosso potencial.
O presidente Ikeda sempre enfatiza que devemos ser autênticos sem receio de demonstrar nossas virtudes ou defeitos, pois ninguém é perfeito.
A cerejeira, a ameixeira, o pessegueiro e o damasqueiro florescem cada qual com suas próprias características.
Da mesma forma que cada flor possui sua beleza particular, cada pessoa é dotada de qualidades especiais próprias.
Em certa ocasião, uma pessoa perguntou ao segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, se a prática do Budismo de Nitiren Daishonin mudaria sua natureza exaltada. Toda respondeu-lhe: “Você não precisa se preocupar em mudar sua personalidade; tudo o que tem a fazer é recitar Daimoku e viver da melhor forma possível. Então, naturalmente, verá os aspectos negativos de sua personalidade desaparecerem, deixando apenas os positivos. O senhor deve ter um propósito claro e trabalhar para melhorar a sociedade.” (Brasil Seikyo, edição no 1.448, 14 de fevereiro de 1998, pág. 3.)
O presidente Ikeda comparou a personalidade a um rio. “Em certos pontos, suas margens são bem fixas. Da mesma forma, a identidade de uma pessoa não muda muito. Mas a qualidade da água do rio pode variar. Pode ser profunda ou rasa, poluída ou limpa, ter peixe em abundância ou não ter nenhum peixe. O conteúdo, em outras palavras, é diferente. É o mesmo com relação às pessoas. A nossa personalidade não determina a nossa felicidade ou infelicidade, ao contrário, o importante é a forma como vivemos nossa vida. O propósito do budismo e da educação, assim como de todos os nossos esforços para o auto-aprimoramento e o crescimento, é desenvolver essa essência. Isso é viver.”(Ibidem.)
Com a recitação do Daimoku, purificamos nossa vida,transformando os aspectos negativos de nossa personalidade em positivos. Por exemplo, a timidez de uma pessoa pode ser transformada numa qualidade como prudência ou discrição, enquanto a impaciência pode ser transformada na virtude de agir rápida e eficientemente.
É claro que não conseguiremos isso da noite para o dia. Para isso, tal como o rio que segue seu curso ininterruptamente, devemos nos esforçar constantemente para evidenciarmos nossas melhores qualidades
Terceira Civilização, Edição 397, 01/09/2001, pág. 9
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